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1/25/20267 min read


Amnésia, da Jennifer Rush - Vale a pena?
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Na maior parte dos últimos quatro anos, minha entrada no laboratório não era permitida. Contudo, isso não me impediu de entrar escondida. E embora eu não precisasse mais acordar à meia-noite para visitar os rapazes, meu relógio interno continuava totalmente ajustado ao cronograma.
Eu estava sentava na beira da cama, esfregando os olhos para espantar o sono, os pés descalços enraizados no chão de madeira de lei. A luz da lua atravessava a janela, as sombras das macieiras deslizando aqui e ali.
Meu pai tinha pedido minha ajuda no laboratório há oito meses, por isso agora eu podia descer sempre que quisesse. Entretanto, ver os rapazes com permissão não era a mesma coisa, não era tão emocionante quanto me esgueirar lá para baixo no escuro.
Fazia muito tempo que eu havia mapeado as tábuas barulhentas do corredor, e agora as evitava com pulos, passando pela sala de estar e pela cozinha, saltando dois degraus por vez na escada para o porão.
A escada terminava em um pequeno anexo, onde um teclado de senha tinha sido instalado na parede, os botões brilhando no escuro. Para alguém que trabalhava para uma empresa clandestina, meu pai nunca tinha sido cauteloso com seus códigos. Quatro anos atrás, quando invadi o laboratório pela primeira vez, levei apenas uma semana para deduzir a combinação correta. A combinação não tinha mudado desde então.
Apertei os seis dígitos necessários, os botões bipando em resposta. A porta assoviou enquanto deslizava para abrir, e eu fui recebida pelo cheiro insípido de ar filtrado. Minha respiração se acelerou. Cada nervo do meu corpo zuniu de ansiedade.
Desci pelo pequeno corredor e o laboratório se abriu diante de mim. O espaço parecia pequeno e aconchegante, mas o laboratório era na verdade muito maior do que a estrutura da casa. Meu pai me contou que o laboratório tinha sido construído primeiro, e então a casa da fazenda foi construída em cima dele. A Agência tinha feito um grande esforço para fazer o programa e para os garotos desaparecerem no meio de uma fazenda em Nova York.
À direita ficava a mesa do papai, e ao lado dela, a minha. À esquerda ficava a geladeira, seguida de uma torre de arquivos e uma escrivaninha cheia de materiais de escritório. Diretamente do outro lado da entrada do corredor ficavam os quartos dos rapazes: quatro deles alinhados em uma fileira, cada um separado por uma parede de tijolos e exposto por uma folha de vidro acrílico espessa na frente.
Os quartos de Trev, Cas e Nick estavam escuros, mas uma luz fraca escapava do de Sam, o segundo quarto a partir da direita. Ele se levantou de sua cadeira assim que me viu. Meus olhos acompanharam as linhas talhadas de seu estômago nu, o arco de seus quadris. Ele vestia uma calça de pijama cinza de algodão que todos os rapazes tinham, e apenas isso.
“Ei”, disse ele, sua voz reduzida ao som que os pequenos buracos de ventilação permitiam passar pelo vidro.
O calor brotou do meu pescoço para meu rosto e eu tentei parecer calma – normal – enquanto me aproximava. Por todo o tempo em que eu tinha conhecido os rapazes, eles haviam sofrido de amnésia, um efeito colateral acidental das alterações.
Apesar disso, eu tinha a sensação de que os outros haviam me mostrado partes profundas de quem eram. Todos eles, exceto Sam. Sam entregara apenas o que ele pensava ser necessário. As coisas que o definiam de verdade continuavam a ser um segredo.
“Oi”, eu sussurrei. Não queria acordar os outros se estivessem dormindo, então andei de mansinho. De repente, fiquei mais consciente das pontas afiadas de meus cotovelos, dos calombos que eram meus joelhos, da batida forte dos meus pés. Sam tinha sido alterado geneticamente, transformado em algo mais do que humano, e isso se mostrava em cada curva de músculo eficiente de seu corpo. Era difícil competir com aquilo.
Mesmo suas cicatrizes eram perfeitas. Uma pequena marcava o lado esquerdo do peito, a pele enrugada e branca, as linhas irregulares da cicatriz se ramificando em uma forma que parecia mais deliberada do que acidental. Eu sempre pensei que ela parecia um R.
“Já passa de meia-noite”, disse ele. “Algo me diz que você não desceu aqui para assistir a comerciais comigo.”
Minha risada soou nervosa até para mim. “Não. Eu realmente não preciso de um processador de alimentos.”
“Não, imagino que não precise.” Ele se moveu, pressionando o braço contra o vidro acima de sua cabeça para que pudesse se curvar e chegar mais perto. Mais perto de mim. “O que você está fazendo aqui embaixo?”
Eu testei uma dúzia de respostas possíveis na minha mente. Queria dizer algo esperto, gracioso e interessante. Se fosse com Trev, poderia dizer apenas “Me entreter?” e ele teria me contado um monte de citações decoradas de suas personalidades históricas favoritas. Ou, se fosse Cas, eu teria dividido com ele um conjunto de pincéis atômicos e nós teríamos desenhado imagens ridículas no vidro. E Nick... Bem, ele raramente percebia a minha existência, então eu nunca teria descido aqui por ele, para começo de conversa.
Mas este era Sam, então eu simplesmente dei de ombros e sugeri a mesma coisa que sempre sugeria: “Eu não estava conseguindo dormir, e imaginei que talvez você gostaria de jogar uma partida de xadrez”.
Juntei as mãos desajeitadamente na minha frente enquanto esperava que ele respondesse.
“Pegue o tabuleiro”, disse ele finalmente, e eu sorri enquanto me virava.
Peguei o que precisávamos e puxei minha cadeira. Ele fez o mesmo do lado dele. Armei a pequena mesa dobrável e o tabuleiro, colocando as peças pretas do lado de Sam e as brancas do meu.
“Pronto?”, perguntei, e ele assentiu. Movi um cavalo para F3.
Ele examinou o tabuleiro, com os cotovelos nos joelhos. “Torre. D-5.” Eu movi a peça dele para a casa correta. Fizemos mais algumas jogadas, concentrados apenas no jogo, até Sam perguntar: “Como estava o clima hoje?”.
“Frio. Cortante.” Movi minha peça seguinte. Quando ele não respondeu imediatamente, olhei para cima e encontrei seus olhos.
De um verde comum, como a água de um rio, seus olhos não chamavam atenção, mas havia algo mais para ser observado. O olhar de Sam, em momentos quietos como esse, fazia minhas entranhas tremerem.
“O que foi?”, falei.
“O céu. Que cor você usaria para desenhá-lo?”
“Índigo. O tipo de azul do qual a gente quase pode sentir o gosto.”
Por algum motivo, tudo que eu falava e fazia perto de Sam parecia mais pesado. Como se sua mera presença pudesse sacudir minha alma, me fazer sentir. Ele saboreava cada detalhe que eu lhe dava, como se fosse seu último elo com o mundo exterior. Acho que, de certa maneira, eu era.
“Às vezes”, disse ele, “eu me pergunto como era a sensação do sol.”
“Você voltará a senti-la. Algum dia.”
“Talvez.”
Eu queria dizer Você vai, prometo que você vai, mesmo que eu mesma tenha que te libertar. Eu tentei imaginar como seria digitar os códigos e deixá-los sair. Eu poderia fazer isso. Talvez até impunemente. Não havia câmeras aqui embaixo, nenhum dispositivo de gravação.
“Anna?”, disse Sam.
Eu pisquei, olhei para o tabuleiro de xadrez na minha frente. Ele tinha me dito sua próxima jogada? “Desculpe, eu estava...”
“Em algum outro lugar.”
“Isso.”
“Está tarde. Vamos terminar amanhã?”
Comecei a protestar, mas um bocejo escapou de mim antes que eu pudesse escondê-lo. “Tudo bem. Isso me dará mais tempo para trabalhar na minha estratégia.”
Ele fez um som que era algo entre uma risada e uma bufada. “Vai fundo.”
Eu desloquei a mesa para o outro canto e dei um passo em direção ao corredor. “Vejo você de manhã.”
A luz que brilhava vindo de seu banheiro iluminou seu cabelo escuro e curto, deixando-o prateado por um segundo antes de ele recuar. “Boa noite, Anna.”
“Noite.” Acenei enquanto a porta do laboratório se fechava atrás de mim e aquela sensação de vazio voltava.
Eu não pertencia ao mundo dos meninos. Não que pertencesse ao mundo real também. Tinha medo demais de que, se deixasse alguém entrar na minha vida, a pessoa descobrisse meus segredos sobre o laboratório e os rapazes. Eu não queria ser o motivo de a Agência transferir o programa. Principalmente, não queria me arriscar a perder Sam. Porque, embora nossa relação se baseasse apenas em testes, no laboratório, nos meus esboços e nos jogos de xadrez à meia-noite, eu não conseguia imaginar minha vida sem ele.